O Presidente do Senado, José Sarney do PMDB do Amapá, anunciou o resultado da votação a 1h:23min da tarde, depois de pouco mais de três horas de seção com a aprovação do projeto de resolução que decreta a perda do mandato do Senador goiano Demóstenes Lázaro Xavier Torres, que estava sem partido.
Ele não poderá disputar cargos eletivos até 2027, os seis anos e meio que restariam do mandato mais oito anos. Os Senadores consideraram que Demóstenes quebrou o decoro parlamentar pelas suas relações com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Prevaleceu a posição do relator do processo disciplinar no conselho de ética, Senador Humberto Costa do PT de Pernambuco, que afirmou que a conduta de Demóstenes foi incompatível com o exercício do mandato popular.
Da Tribuna, Demóstenes Torres negou que tivesse colocado o mandato a serviço de Carlinhos Cachoeira. Ele disse que não teve condições de produzir provas de que seria inocente , porque o Senado teria feito um julgamento apressado, pressionado pela opinião pública.
É a segunda vez na história que um Senador perde o mandato por quebra de decoro parlamentar, a primeira foi em junho de 2000, quando Luiz Estevão do PMDB do Distrito Federal teve o mandato cassado por acusação de envolvimento no desvio de R$ 169 milhões na construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, o caso havia sido investigado pela CPI do judiciário.



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